• Por: Beatriz Couto

Após 20 anos do desastre na Baía de Guanabara, trajetória de pescador é sinônimo de recomeço


Completando 20 anos, a história do derramamento de óleo na Baía de Guanabara, hoje revela uma história de resgate não só do ecossistema, mas de vidas. Pescadores afastados do ganha pão viram em um dos maiores desastres do país um recomeço através da atuação do Instituto OndAzul. Com a criação do projeto Mangue Vivo, foram reflorestados 90 hectares do manguezal, trazendo de volta a riqueza da fauna e flora do ecossistema antes perdido, sendo considerado hoje um dos maiores parques de restauração de mangue no Brasil.


Seguindo a tradição da família, Adeimantus da Silva era pescador quando sentiu de perto o impacto da destruição da biodiversidade do mangue da Praia de Mauá, município de Magé (Rj). El conta que o vazamento de 1,3 milhões de litros de óleo da refinaria Reduc, na Baía de Guanabara, em 2000, deixou animais agonizando cobertos de óleo, e família perderam tudo por serem dependentes economicamente do ecossistema.


Chamado para ser voluntário do projeto Mangue Vivo, Adeimantus nunca imaginou trocar as redes de pesca para ser reconhecido como um especialista em reflorestamento de mangue. “O projeto me ensinou a lidar com a vida, entender como é belo os ecossistemas marinhos e terrestres; que na vida nós temos que respeitar todos os seres vivos. Antes do derramamento eu era um simples pescador, hoje eu sou reconhecido como um expert em reflorestamento de mangue e coordeno o Parque Natural Municipal do Barão de Mauá”, revela.


Participando de todos os processos do projeto Mangue Vivo, retirando lixo, drenando o mangue e fazendo o plantio de mudas, Adeimantus se diz orgulhoso e disposto a cuidar da iniciativa pelo resto da vida. Vê no Mangue Vivo uma prova clara de restauração na qual ninguém esperava que “um deserto poderia se tornar um paraíso”, mostrando que o interesse é capaz de tudo.


O trabalho intenso de ambientalistas e voluntários transformou em realidade uma restauração, avaliada pelo IBAMA como “dimensão impossível” para um ecossistema devastado, em uma unidade de conservação que promove o ecoturismo e a educação ambiental.



Ex pescador, Adeimantus da Silva coordena o Parque Natural Municipal Barão de Mauá


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